Uma das coisas que mais ouço quando falo que meu cenário preferido do antigo Mundo das Trevas é Lobisomen: o apocalipse é que “Lobisomen é muito porradeiro” ou que “não gosto de Lobisomen porque não tem história” ou ainda que “vampiro é muito mais complexo”. Ok, ok respeito a opinião de cada um, mas vamos olhar com um pouco mais de atenção para o cenário.
Dizer que Lobisomen é um jogo porradeiro não é de todo uma mentira, afinal qualquer criatura que ganhe +4 de força +1 de destreza e +3 de vigor é sim considerado um porradeiro, mas aí entramos no mérito da crônica. Acho que Lobisomen é o melhor dos cenários para jogar, porque ele comporta todo o tipo de crônica. Desde aquelas focadas em intrigas e politicagens, passando pelas de porradaria e até às mais místicas envolvendo a Umbra e seus diversos submundos . O grande problema é que, se em Vampiro, que teoricamente seria mais focado em politicagens a galera já joga estilo Street Fighter, imagina com uma maquina de matar de 3 metros de altura e força 7?
O melhor jogo que já mestrei foi uma crônica de Lobisomen que durou alguns bons anos e tivemos os mais diversos tipos de evento ocorrendo durante o jogo. O jogo foi totalmente moldado em volta dos personagens e suas histórias, mas sempre com uma trama maior à frente. A imersão dos jogadores, e minha, foi total. Todos os personagens tinham vida, e em muitos casos o jogador de um personagem sabia como o outro reagiria a determinadas situações, de tão real que ficou aquele grupo. Então esse papo de que lobisomen não tem história é balela!
Lobisomen nos dá também uma possibilidade fantástica que Vampiro, por exmeplo, normalmente não tem, que é a interação com a Umbra e os espíritos. Sim, em Vampiro podemos ter um ou outro contato com espíritos, mas em Lobisomen isso é muito mais presente. Seja nos dons, totens tribais ou simplesmente nas forças que guiam o cenário, a Wyld, a Wyrm e a Weaver, todas espíritos. Então um jogo de Lobisomen pode chegar a graus de complexidade muito mais profundos do que a “simples” guerra pelo poder dos vampiros. Nesse ponto da complexidade acho que ele só não se equipara à Mago, que já eleva o grau de complexidade exponencialmente.
O que me faz ter essa predileção por Lobisomen, é que embora hajam um ou outro personagens com interesses um pouco diferentes, no fundo todos os Lobisomens estão lutando pelo mesmo propósito e sua natureza tende a convivência mútua, embora nem sempre de forma amistosa. Então você pode sim explorar as desavenças entre as tribos e diferenças entre os personagens, mas apesar de tudo os personagens sabem que é melhor aturar isso ou aquilo de um outro Garou, do que simplesmente matá-lo e tentar seguir a vida resolvendo tudo sozinho, pois isso é impraticável.
Eu sugiro à galera que ainda joga o antigo Mundo das Trevas, ou memso quem nunca jogou, que experimente olhar pra Lobisomen: o apocalipse com outros olhos e tentar jogar uma crônica realmente trabalhada. Acho muito dificil que no final todo o grupo não concorde que os lobisomens são muito mais do que pêlos e garras, afinal eles têm sentimentos! =)
abraços!
Fique ligado na nossa Fanpage, adicione nosso Feed e siga nosso Twitter @sonaopodeitirar1 que você terá todas as atualizações do Só não pode tirar um!.





Presas de Prata for the win *-*
Concordo contigo. Porradeiro, Garou? Cara, eu já vi mesa de Vampire virar algo tipo DBZ, ou Yu Yu Hakusho, enfim… depende muito da maturidade dos jogadores.
Verdade. Acho que o fato de uma aventura tender a ser mais porradeira, tático ou político depende muito do narrador e dos jogadores que estão na mesa. Como você disse, Lobisomem possui ótimos recursos a ser explorado para deixar uma estória mais envolvente e mística.
Agora, quando o grupo gosta mais do lado "matar, pilhar, destruir", não importa qual cenário for que o jogo será focado em porradeira mesmo! rsrsrs!
É, esse lance da maturidade é bem decisivo mesmo. Acho que todos já jogamos um "Vampire fantasy" ;p
A vibe do grupo é outra né?! Não adianta jogar Castelo Falkenstein se a galera está mesmo afim é de um D&D. Aí realmente estraga qualquer historia.
Hoje em dia é mais facil de entender pq da idade indicativa nos cenários de WoD. =)
Muito bem pontuado!
Particularmente prefiro vampiro, justamente por já ter encontrado muitos jogadores de Stree Figter em mesas de Storyteller, o que fica ainda mais agravante em mesas de Lobisomem. Mas já tive jogos excelentes também.
xD
otimo post! eu jogo lobisomem tem pouco tempo e pra eu e um outro rapaz novato entendermos começamos a historia como filhotes e foi se desenvolvendo até termos nosso ritual de passagem e construirmos nossa matilha. cada personagem tem uma peculiariade, a minha por exemplo tem uma ligação forte com a mae e quer ir atras dela de qq jeito, assim como temos um personagem pura força bruta mas que entraria em harano se destruisse sua matilha,
bom deixa eu ir pq a assembleia começou e eu tenho que contar as glórias da minha matilha =) Afinal sou galliard e furia negra com orgulho
Não gosto de lobisomem capitão planeta + pajé + lobisomem de crepúsculo.
o lance todo de totens e de ser tribal, não me atrai.
Gosto de lobisomem da essência cinematográfica, aquele ser amaldiçoado que busca algum tipo de redenção, que faz merda pra cacete quando se transforma.
E não os que brincam com espíritos em volta de fogueiras.
é o que acho.